Se você já tomou um remédio para dormir e roncou, saiba que não é coincidência. Muitos sedativos podem, sim, deixar o ronco mais alto ou frequente, e tudo tem a ver com como nosso corpo relaxa durante o sono.
Quando usamos esses medicamentos, eles ajudam a relaxar todos os músculos do corpo. O problema é que isso inclui os músculos da garganta e da língua. Imagine um tubo flexível: se ele estiver firme, o ar passa sem problemas. Mas se ele estiver relaxado, parte do ar encontra resistência, os tecidos vibram e pronto… temos o ronco.
Além disso, a língua e o palato mole (aquela “parte mole” do céu da boca) podem "cair um pouco para trás", estreitando ainda mais o caminho do ar. O efeito é mais intenso em pessoas que já têm vias respiratórias naturalmente mais estreitas ou tendência a apneia do sono.
Outro detalhe interessante é que os sedativos alteram o padrão do sono. Passamos mais tempo em sono profundo (a fase em que os músculos relaxam ao máximo e o ronco costuma ser mais intenso). Então, mesmo que o remédio ajude a dormir, ele também pode amplificar o ronco.
💡 O que você pode fazer:
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Converse com um médico antes de usar sedativos, especialmente se ronca muito ou já teve diagnóstico de apneia.
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Tente hábitos naturais para dormir melhor, como manter horários regulares, evitar cafeína à noite e criar um ambiente tranquilo no quarto.
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Para quem ronca, mudar a posição ao dormir pode ajudar: dormir de lado reduz bastante o ronco.
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Exercícios de fortalecimento da língua e da garganta também podem ser uma boa estratégia para diminuir a vibração dos tecidos.
No fim, dormir bem e respirar bem caminham juntos. Sedativos podem ser aliados, mas também podem atrapalhar o ronco. A chave está em encontrar o equilíbrio certo para o seu corpo e, claro, manter a paz na cama (ou no quarto ao lado).